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  • Vilmar Bueno, o ESPETO

Diante de recursos bilionários, Ada critica pequena aplicação de verba contra coronavírus



Estado


Deputada também afirmou que plano de contingência já deveria estar pronto


A pequena aplicação de recursos pelo governo do Estado para combater os efeitos do avanço do coronavírus em Santa Catarina, diante do grande aporte que está sendo recebido, principalmente do governo federal, motivou críticas da deputada estadual Ada Faraco de Luca (MDB), durante a sessão desta terça-feira (21) da Assembleia Legislativa. A parlamentar também questionou a demora na implementação do plano de contingência e afirmou que o relato ouvido dos prefeitos durante a audiência pública confirma o que vem apurando junto às bases.

Ada destacou os números repassados pelo próprio Estado. O governo federal vai transferir um total de R$ 1,420 bilhão para Santa Catarina. Desse, R$ 334 milhões já estão nos cofres catarinenses. Também conforme o Executivo, será feito o refinanciamento da dívida com a União, entre os meses de maio e dezembro. Com esse refinanciamento, que será pago posteriormente, a economia neste momento será de R$ 1 bilhão.

Ada também lembrou que a receita líquida no mês de julho aumentou 12% em relação ao mesmo período de 2019. “Diante de todo esse dinheiro, vocês sabem quanto que o Estado empenhou até agora para o combate ao coronavírus? R$ 278 milhões. Sabem quanto pagou? R$ 129 milhões. É muito pouco, é pouco mesmo”, afirmou na tribuna virtual.

Ada também criticou a demora na implementação do plano de contingência. “O secretário de Saúde disse o seguinte, ‘nós vamos’, não disse ‘nós já fizemos’. Nós vamos lançar editais para compras de leitos de UTI em hospitais privados, vamos fazer reuniões virtuais com todas as regiões. Tudo isso já deveria estar pronto, meu Deus do céu”, afirmou.


O drama dos prefeitos

Depois do que ouviu dos prefeitos, Ada disse que está se confirmando aquilo que apura junto às bases. “É como disseram os prefeitos, precisa de mais agilidade, seja leito de UTI, seja leito de retaguarda, seja remédio, seja recurso para a atenção básica nos postos de saúde, seja médico, seja enfermeiro, seja máscara”, disse.

Ada trouxe à tribuna alguns dos comentários que considerou mais preocupantes. “É como disse o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, ‘o Estado fala muito e age pouco’. É como disse o vice-prefeito de Joinville, Nelson Coelho, ‘o secretário fala e parece um mundo perfeito, mas lá na ponta não é bem assim’. É como disse o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, e eu já havia dito isso também com as mesmas palavras ‘o Estado lavou as mãos’”, completou.