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  • Vilmar Bueno, o ESPETO

Dívida da Promosul é de quase meio milhão de Reais

São Bento do Sul


Uma série de números foi apresentada ontem pela diretoria da Fundação Promosul para contestar as últimas notícias veiculadas na imprensa sobre a saúde financeira da entidade. Os dados foram apresentados pelo vice-presidente Frank Bollmann e corroborado pelo presidente Osmar Muhlbauer durante entrevista coletiva à imprensa.

Segundo esses números, a dívida atual é R$ 496 mil. Foram excluídas dos cálculos as multas aplicadas pelo Ministério Público e que estão sendo contestadas na Justiça. Essas multas chegam a R$ 700 mil.

O encontro com os profissionais da imprensa se deu, segundo o vice-presidente da entidade, porque “muita coisa sai deturpada na imprensa”. A ideia do encontro foi para que pudessem esclarecer alguns dos pontos que estão sendo questionados pelo Ministério Público e que levaram ao pedido para que a direção da Fundação fosse afastada do cargo, o que acabou não sendo acatada em Juízo.

O processo da saneamento financeiro da Promosul não foi explicado em detalhes. Tanto Bollmann quanto Muhlbauer reconhecem que serão necessárias algumas ações neste sentido. Atualmente a dependência é de repasses feitos por algumas entidades, o que, pelos dados apresentados, não supre o custo mensal estimado em cerca de R$ 40 mil.

Ainda maior

Mesmo diante da atual crise exposta pelo Ministério Público, o vice-presidente Frank Bollmann tem em mãos projeto para ampliação do pavilhão de exposições em cerca de 4 mil metros quadrados e melhorias na estrutura atual. Para isto, serão necessários investimentos que superam os R$ 3 milhões. “Isto deve ficar para a próxima geração”, reconheceu Bollmann, já que será necessário antes disto sanear as contas atuais.

Afastamentos

Além do embate com o Ministério Público, a Promosul foi palco recentemente de ação da Polícia Civil. A empresa Magioma, que dividia a administração do pavilhão com a Fundação Promosul, foi alvo de mandado de busca e apreensão. Documentos e computadores foram levados para perícia, já que houve denúncia de que desvio de recursos. “Essa é um perseguição inútil e imbecil”, disseram os dirigentes, se referindo aos denunciantes, sem citar nomes de quem estaria por trás dessas denúncias.

Além da empresa Magioma, foi afastado da administração o sócio da empresa Ildefonso Lacerda, que atuava como administrador da Promosul. Osmar Muhlbauer e Frank Bollmann saíram em defesa de Lacerda. “Ele nunca fez nada que desabonasse”, anunciando que “não fazem mais parte gestão da Promosul”.

Viés político

Parte dos problemas financeiros da Promosul foram atribuídos aos dois governos do MDB na cidade. “[Fernando] Mallon foi um desastre para a Promosul”, atacou Frank Bollmann, justificando que durante o governo do medebista não houve qualquer tipo de contratação da Promosul e o IPTU passou a ser cobrado. No caso do ex-prefeito Fernando Tureck, também do MDB, também não houve qualquer entendimento quanto a repasses de recursos.

Texto: Cezarmiranda.com