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Câmara de São Bento do Sul Instala a Procuradoria da Mulher



São Bento do Sul Aconteceu na noite desta quinta-feira, 02 de dezembro a Sessão Solene de Instalação da Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal de São Bento do Sul, instituída pela Resolução Nº001/ 021. A solenidade aconteceu no Plenário da Câmara e contou com a presença de inúmeras autoridades públicas, entidades privadas e do terceiro setor de toda a região.


Na ocasião, as pessoas que fizeram uso da palavra, destacaram a importância da procuradoria, para resgatar um lapso histórico de atos e crueldades contra as mulheres, que já se arrasta por séculos. Na mesma oportunidade, assumiu a procuradoria da mulher, a vereadora e advogada, Terezinha Dybas – PSDB.


A proposição foi da Vereadora Carla Hofmann – PSD, que criou a Procuradoria da Mulher. O órgão tem como objetivo a defesa e promoção de igualdade de gênero, da autonomia, empoderamento e representação das mulheres, bem como a todas as formas de discriminação e de violência contra a mulher, além de assegurar o cumprimento das políticas públicas dispostas na “Lei Maria da Penha” e demais legislações pertinentes vigentes em âmbitos nacional, estadual e municipal.


A vereadora Terezinha Maria Dybas, quando tomou posse, em seu discurso, enfatizou que: “agora oferecemos mais um espaço para que mulheres - vítimas de violência ou discriminação - possam ser atendidas, orientadas e encaminhadas para os órgãos competentes que possam ajudá-las na solução de seus problemas.”

O prefeito Antônio Tomazini – PSDB, destacou a importância da Procuradoria da Mulher. A procuradoria da mulher da Câmara de Rio Negrinho, Alessandra Aparecida Batista Franco Cristofolini – PSL, também na mesma linha falou sobre essa importância. A prefeita Alice Grosskpf - MDB, ao discursar parabenizou a todas as mulheres, que se empenharam para essa conquista para as mulheres.


O juiz da 1ª Vara da Comarca de São Bento do Sul, Marcus Alexsander Dexheimer, resumiu assim esse lapso, dizendo que “a discriminação não é recente, as mulheres foram queimadas como bruxas na inquisição”. E aproveitou o evento da pandemia, para parafrasear – “por um ano e nove meses, estamos incomodados com o uso de máscaras e presos, mas as mulheres estão amarradas e com máscaras desde que a sociedade passou a se organizar como sociedade, e quiçá, um dia não precisemos mais de uma procuradoria para que as mulheres busquem os seus direitos básicos, como cidadãs.”


Já o delegado regional, Odair Rogério Sobreira Xavier, apresentou números alarmantes e catastróficos sobre a violência contra a mulher. Pelos dados relativos a 2020, principalmente durante a pandemia, cerca de 17 milhões de mulheres no Brasil sofreram algum tipo de violência física, psicológica ou sexual, isso soma 25%, uma em cada quatro mulheres. Foram cometidos 1.355 feminicídios, uma morte a cada seis horas no país. Em Santa Catarina, foram 50 feminicídios, uma morte por semana.


Estiverem presentes representantes das Procuradorias e vereadoras de Rio Negrinho, Mafra, Campo Alegre, Piên (PR) e Tijucas do Sul (PR).