• Vilmar Bueno, o ESPETO

Assinada licença ambiental de operação da Usina de Processamento de Resíduos




São Bento do Sul

Mais um passo foi dado para que a Usina de Processamento de Resíduos de São Bento do Sul possa iniciar sua operação. O Consórcio Intermunicipal Quiriri emitiu a última licença ambiental restante para que o empreendimento possa começar a funcionar. O prefeito Antonio Tomazini realizou a assinatura do documento nesta sexta-feira (26), juntamente com o diretor presidente do Samae, Osvalcir Peters, e da secretária executiva do Consórcio Intermunicipal Quiriri, Cristiana Hastreiter.


Tomazini comemorou a assinatura da licença ambiental e diz que desde o início do ano, todos os esforços foram realizados para que a usina possa entrar em funcionamento. Ele lembra que diversos pontos precisaram de ajustes, muitos nem documentação tinha, além de ajustes no maquinário e na estrutura como um todo. “Eu acredito que em esta usina funcionando plenamente, poderemos trazer benefícios ambientais e econômicos, com maior vida útil do aterro e nas nossas obras públicas utilizando o material produzido no local”, destacou.

Para que a usina possa, enfim, funcionar, ainda resta a contratação de uma empresa que será responsável pela mão-de-obra no local. O Samae realizou licitação nesta semana, mas nenhuma empresa participou. Como a licitação foi deserta, o diretor presidente da autarquia diz que agora é necessário aguardar alguns dias e um novo edital será lançado para contratar o pessoal.

A usina, pioneira no país, processará praticamente todos os resíduos coletados em São Bento do Sul. Com isso, apenas uma parte do material acaba indo para o aterro sanitário. A parte plástica servirá para produção de produtos como pavers e outros materiais. O Samae ainda estuda a possibilidade de obter lucro com a venda de parte do material plástico proveniente do lixo. O resíduo orgânico gerará biogás e posteriormente energia, que será vendida para concessionária.

Conforme Peters, cerca de 40 mil quilos de lixo são recolhidos por dia em São Bento do Sul e todo este material vai ao aterro sanitário. O local inclusive está em obras, com investimento de R$ 2 milhões para a construção de uma nova célula, já que a atual está no limite de sua capacidade. “Com a usina, o volume levado ao aterro cai drasticamente, ampliando a vida útil da nova célula. Objetivo da usina é trabalhar em conjunto com o aterro sanitário e com os programas de reciclagem, sendo um complemento do outro”, disse Peters.

O município aprovou recentemente um projeto de Lei junto à Câmara de Vereadores denominado Recicla São Bento. O programa está em fase de levantamento de dados para fins de comparação do antes e depois da implantação, onde serão distribuídos sacos na cor laranja. O objetivo é ampliar os baixos índices de reciclagem na cidade, que hoje giram em torno de 5%, aproximadamente.